Evento Empresarial Ibérico | 25 de Junho

Resumo do 2º dia do Evento Empresarial Ibérico’21

No segundo e último dia do Evento Empresarial Ibérico 2021, os sectores Automóvel e Transportes e Logística vieram trazer novas perspectivas ao debate. Tratando-se de duas áreas económicas particularmente sensíveis no contexto actual, os oradores voltaram praticamente a falar a uma só voz no que diz respeito ao reconhecimento da necessidade de cooperação e de união para fazer face a todos os desafios. Conscientes que todas as mudanças acarretam custos, sublinharam que também criam oportunidades e que só as organizações ágeis e flexíveis terão hipótese de trilhar com êxito este caminho. No caso concreto da fileira automóvel, os últimos anos trouxeram consigo uma alteração nos padrões de exigência dos consumidores que abriu caminho a uma transformação profunda da indústria, quer nos standards de fabrico, quer nos processos e ainda no surgimento de novas profissões bem como na necessidade de requalificação dos recursos humanos já no activo. Um processo que não apenas está longe de estar concluído como enfrenta ainda obstáculos significativos. À semelhança das intervenções de ontem, os oradores referiram a necessidade de modernização da Administração Pública a par de políticas de qualidade, no tempo certo, para que as empresas ibéricas possam ganhar cada vez mais peso no contexto europeu. Espanha é já neste momento o segundo maior fabricante europeu de automóveis (só suplantado pela Alemanha) e em Portugal este sector ganha cada vez mais peso, pelo que só a inovação e a rapidez de resposta pode contrabalançar a falta de centros de decisão, localizados fora da Península Ibérica. Por outro lado, esses mesmos atributos ajudarão a combater a concorrência de outros países, nomeadamente do Leste da Europa, que procuram concorrer oferecendo custos de fabrico mais baixos mas com uma força de trabalho menos qualificada.

Referido pelos oradores do cluster automóvel e também pelos representantes do sector de Transportes e Logística foi ainda o facto de a Investigação e Desenvolvimento desempenhar um papel cada vez mais central no aumento da competitividade das economias. Da mesma forma, foi unânime o reconhecimento que a chamada digitalização é um passo incontornável para a sobrevivência das organizações, que é necessário um esforço de mudança social e de mentalidades para que as mudanças produzam efeitos práticos no mundo real e que neste contexto todos os actores terão que andar à mesma velocidade para que a nova economia seja como se pretende: melhor, mais justa e com mais oportunidades para todos.




On the second and last day of the Iberian Corporate Summit 2021, the Automotive and Transportation & Logistics sectors brought new angles to the debate. Both being high-sensitive areas on the current context, almost all speakers recognized the absolute need for cooperation as key to overcome challenges. While being aware that those changes imply a rise in costs, it’s also widely stated they can bring great opportunities along and that only the most agile and flexible corporations will be successful. Regarding the Automotive cluster, the last few years revealed a dramatic change to consumers’ demands and pushed deep transformations within the industry: standards, tasks and professionals went and are still going through that process.

These changes are not only bound to continue but face significant obstacles. As of yesterday, today’s speakers underlined the need for the public sector to keep up the pace and promote high-standard policies to allow for corporations to become a stronger player within European Union. Spain is the second largest vehicle manufacturer in Europe (Germany being the largest) and this cluster is increasingly stronger in Portugal; this way, only innovation and agility can leverage against the lack of decision-making structures, located outside the Iberian Peninsula. On the other hand, those will also be the features to help Portugal and Spain to fight back on competition from other countries, like those in Eastern Europe that offer lower prices at the expense of a less qualified work force.

Both clusters’ speakers also reinforced I&D as an increasingly central asset in economic development and deemed the digital transformation as essential for corporate survival rates. All of this, however, will only be possible through a change in societies’ ways of thinking. Carrying these transformations into the real world forces all players to go at the same pace in order to create the global economy that everyone wants: better, with more justice and opportunities for all.

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